Nicole e o filho de três meses, Boomer, ficam nas arquibancadas no Rio para assistir a cada prova de Phelps

Phelps: El superatleta de todas las olimpiadas y todos los tiempos (Español/English/Portuguese)

Michael Phelps es algo más que un ser humano. Su hazaña es tan espectacular que supera logros conseguidos por países e incluso regiones enteras

Con sus medallas de oro números 20 y 21 (25 en su total de preseas) el nadador sigue estirando su leyenda como el deportista olímpico más laureado de todos los tiempos.

Es tal su cosecha, que a sus 31 años, Phelps estaría colocado en el puesto 32 de la tabla general histórica de medallas, la que contabiliza a los 206 países o comités olímpicos nacionales que reconoce actualmente el Comité Olímpico Internacional.

Phelps tiene en su haber más medallas que casi dos centenares de países
Phelps tiene en su haber más medallas que casi dos centenares de países

La cifra toma otra dimensión cuando se habla que una sola persona tiene más medallas que India, por ejemplo, con una población de 1.200.000.000 habitantes, o que sólo dos países en América Latina están por arriba de Phelps en la lista, Cuba y Brasil.

Pero hay otro dato que coloca a Phelps en un lugar exclusivo en el Olimpo de los deportes, lugar que comparte con Leonidas de Rhodas.

Phelps es uno de los pocos humanos que tiene más medallas que 170 países
Phelps es uno de los pocos humanos que tiene más medallas que 170 países

Con su medalla de oro número 12 en competencias individuales, el estadounidense igualó la marca que el corredor griego estableció en las olimpiadas antiguas, cuando dominó las pruebas de stadion (de unos 180 metros), diaulos (cerca del doble que stadion) y la carrera del hoplitodromo, que se disputaba con armadura.

Según informó el historiador olímpico Bill Mallon, Phelps igualó esa marca que data de 2.168 años.  (BBCMundo)

English

Phelps: Five Olympics, five phases

Twenty-one Olympic gold medals, more than twice as many as anyone else in history, maybe more to come.  With Michael Phelps it can all seem so simple, so pre-ordained. A swimmer defined by victory, a man who has always come through.

Phelps finished fifth in the 200m butterfly final in 2000 at the Sydney Olympics at the age of 15
Phelps finished fifth in the 200m butterfly final in 2000 at the Sydney Olympics at the age of 15

Except there has been nothing straightforward about the ‘Fifth Act of Michael Phelps’. His 200m butterfly triumph in Rio’s Aquatic Centre deep into Tuesday night may even have been miraculous. For this is a hero who had lost all sense of himself, an obsessive who had long ago begun to hate the gift that defined him.

The first three acts offered little to indicate the fall that would follow.

The 2000 Olympics, as The Kid – 15 years old yet finishing fifth in the 200m butterfly final, the boy with ADHD who had found his perfect focus, a world record holder before his 16th birthday.

Act Two, as The Freak – a 10,000-calories-a-day diet, a wingspan of 2.08 metres, hypermobile ankles, lungs twice the size of the average adult male. At those Athens Olympics he would lose the ‘Race of the Century’ to Australian rival Ian Thorpe but win six other golds, a body designed for water, a boy in love with the pool.

The 2008 Olympics, and Act Three as The Superstar: eight gold medals, no records left standing, the world at his size 14 feet.

Phelps won six golds and two bronze medals at the Athens Olympics in 2004
Phelps won six golds and two bronze medals at the Athens Olympics in 2004

And then, around the supposed happy ending of London 2012, Act Four: The Cynic.

It had begun in 2009, when a photograph emerged of America’s clean-cut hero apparently smoking cannabis. It continued through a three-month suspension, through missed training sessions, through a loss of the focus that had once seen him so fanatical he would count each stroke in every final, just in case his goggles ever filled with water and left him unable to judge the distance to the wall.

“I didn’t care,” he said later. “I wanted nothing to do with the water. Nothing.”

Phelps still won six medals in London, four of them gold. But he was beaten in the 200m butterfly by Chad le Clos, the childhood fan turned adult assassin, and trailed home fourth in the 400m individual medley.

Retirement should have brought relief. It brought late nights and new friends, and another fresh start with long-term partner Nicole, but it brought no peace, and nothing to replace the one thing that had dominated every day of his life since the age of seven.

And so, like Thorpe before him, he began a comeback. And like Thorpe before him, he found the old magic hard to reignite.

At the US Championships in the summer of 2014 he failed to win a single final. Then, driving home from a night out that September, he was stopped by police for doing 84mph in a 45mph area. A drink-driving conviction followed, accompanied by a six-month suspension from US swimming.

And so began the Fifth Act.

It started with six weeks in rehab at a treatment centre in Arizona called the Meadows. Phelps, one of the most famous sportsmen in the country, accustomed to the privileges and protection that come to that elite, was just another patient – going through the same group therapy, staying in the same spartan rooms, forced to confront a past that had become a burden rather than blessing.

He committed to Nicole, and to a long-term future together. He read self-help books, and then, with the help of Bowman, took the biggest decision of all: to commit to swimming again, at an age when Thorpe was long gone, to chase another Olympic gold even when there was no chance his tally could ever be threatened.

In doing so he fell back in love. Swimming, first a gift, then a burden, began to inspire him again.

With that inspiration came some of the old speed. With fresh focus came the old speed. A body that had held 13% fat in London dropped that to just 5% for the shot at Rio. Training harder than he had since Beijing eight years ago, he made the Olympic team. People began to talk, and then believe: could the man who had gone where no other Olympic athlete ever gone, go further still?

Bowman remained a constant. With fiancee Nicole came a son, Boomer.

It was the huge smile, the unguarded emotion of a man who is genuinely happy, the sight of a man finally at peace.

In the Fifth Act of Michael Phelps, he is The Reborn.  (BBC.News)

Portuguese

Phelps: 5 Olimpíadas, 5 fases, 21 ouros

Vinte e uma medalhas de ouro em Olimpíadas, mais que o dobro do que qualquer outro atleta já teve na história.

Phelps desistiu da natação mas agora voltou e já tem quase o mesmo número de ouros que o Brasil em toda a história das Olimpíadas
Phelps desistiu da natação mas agora voltou e já tem quase o mesmo número de ouros que o Brasil em toda a história das Olimpíadas

E podem vir mais. Se vencer as duas últimas provas de que participará – 200 m medley e 100 m borboleta -, o nadador americano Michael Phelps acumulará 23 medalhas de ouro, apenas uma a menos do que as 24 que o Brasil ganhou em toda a sua história olímpica.

Parece tudo muito simples para o nadador, certo? Mas a “quinta fase” da carreira de Phelps não teve nada de simples.

Seu triunfo nos 200 m borboleta na noite de terça-feira pode até parecer um milagre, já que este é um herói que, em certo momento, perdeu tudo e começou a odiar o dom que o define.

As primeiras três fase de sua carreira não davam nenhuma pista do que viria a seguir.

Na Olimpíada de 2000, ele era “o garoto”. Tinha 15 anos, mas ficou em quinto na final dos 200 m borboleta. Era o menino com transtorno de déficit de atenção que encontrou seu foco perfeito, detentor de um recorde mundial antes dos 16 anos.

Na segunda fase ele era “o estranho” – fazia uma dieta de 10 mil calorias por dia, tinha uma envergadura de 2,08 metros, calcanhares hipermóveis, pulmões com o dobro do tamanho do homem adulto médio. Na Olimpíada de Atenas, ele perdeu a “disputa do século” para o rival australiano Ian Thorpe, mas ganhou outros seis ouros.

Olimpíada de 2008, a terceira fase: Phelps era “o superstar”; oito ouros, vários recordes batidos, o mundo aos seus pés.

E aí chega a quarta fase, Londres 2012: Phelps, “o cínico”.

Essa fase começou em 2009, com o escândalo causado pela foto que mostrava o herói supostamente fumando maconha. E segue por três meses de suspensão, o abandono de treinos e a perda de foco – um de seus fortes, ele era tão focado nas provas que contava braçadas em cada final para que, caso entrasse água nos seus óculos de natação, ele soubesse a distância até a borda.

“Eu não ligava”, disse ele mais tarde, refletindo sobre esse período. “Não queria nada com a água. Nada.”

Phelps ainda ganhou seis medalhas em Londres, quatro de ouro. Mas foi derrotado nos 200 m borboleta por Chad le Clos, um fã dele na infância que se tornou seu algoz.

Assim como Thorpe, ele descobriu que medalhas não trazem felicidade, assim como a natação, coisa que ele fazia melhor do que qualquer um.

Esse era um mal que parecia afligir outros nadadores. Thorpe, por exemplo, acabou revelando que tinha problemas com depressão e álcool e pensamentos de automutilação.

Na clínica de reabilitação de Phelps havia uma pequena piscina, que o atraía instintivamente. Mas a natação não era a raíz de seus problemas? Esse buraco na sua vida não poderia ser preenchido com outra coisa?

“Para mim, o problema é que eu não tinha equilíbrio”, diz Leisel Jones, que ganhou nove ouros para a Austrália antes de cair em depressão. “Não tinha mais nada, e isso me apavorava.”

Nicole e o filho de três meses, Boomer, ficam nas arquibancadas no Rio para assistir a cada prova de Phelps
Nicole e o filho de três meses, Boomer, ficam nas arquibancadas no Rio para assistir a cada prova de Phelps

Phelps começou a procurar esse equilíbrio. Fez contato com seu pai Fred, com quem não falava desde 2004. Se comprometeu com Nicole. Lia livros de autoajuda e, com o auxílio de Bowman, veio a maior decisão de todas: voltaria a nadar e a buscar uma medalha de ouro.

Com isso, ele voltou a se apaixonar pela natação.

Bowman continuou com ele e Phelps teve um filho, Boomer, com a agora noiva Nicole.

Mas esse não é o velho Phelps, que tiraria qualquer coisa (e qualquer um) do caminho para não atrapalhar sua concentração.

No Rio, ele fica feliz com distrações. Nicole e Boomer estão assistindo todas as suas competições. Ele ainda nada mas, no quinto ato, há coisas mais importantes para Phelps.

Phelps ainda é tão competitivo quanto sempre foi. Mas, no Rio, se vê um Phelps diferente, com um sorriso largo e a aparência de quem está realmente feliz.

Na quinta fase, Phelps é “o renascido”.  (BBC.Com)

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